Boletim Agrometrika | nº 02 | Agosto | 2011
 Inteligência Ativa®

Rentabilidade do Algodão


Com a colheita de algodão quase finalizada no Brasil (85% em MT e GO e 90% na BA), a cultura apresenta rentabilidade positiva em todas as regiões. No oeste da BA, a expectativa é de que a produtividade mantenha-se no mesmo patamar da safra anterior e, no MT, há expectativa de queda da produtividade em relação às safras anteriores, devido ao excesso de chuva em março e queda do volume em abril/11. 

Com a queda dos preços em maio/11, a rentabilidade dos algodoeiros caiu significativamente, conforme demonstrado nas Figuras acima. Em alguns casos, houve migração de um nível de rating de crédito, mas que não se traduz em nenhum risco significativo. Até o final de 2010, cerca de 63% da safra de algodão apresentava o preço travado com tradings. A maior parte foi negociada em dólar. Apenas 37% da produção estava disponível para novos contratos no início de 2011. 

Os contratos para exportação ainda foram prejudicados pela valorização cambial de 9,6% entre agosto de 2010 e agosto de 2011, mês importante de referência para entrega do produto. Segundo dados da Agrometrika, a cotação da pluma passou do patamar médio de R$ 119,8/@ pluma no primeiro quadrimestre de 2011 para R$ 63,57/@ pluma no segundo quadrimestre. Os preços apresentaram forte recuo após o início da colheita, no final de junho/11.

A comparação entre os mapas nas Figuras demonstra a queda de rentabilidade provocada pelo declínio dos preços. No MT, a rentabilidade passou do patamar entre R$ 3 e 4 mil por hectare em abril/11 para R$ 500 a 1,5 mil por hectare em agosto/11. Em Primavera do Leste, a rentabilidade estimada no momento é de R$ 761,3 por hectare, mas chegou a  R$ 3.391,96/hectare em abril/11. Em Chapadão do Céu/GO, a rentabilidade apresenta o patamar de R$ 1,5 mil/hectare, em função da maior produtividade (122 @ pluma/ha). Em Luis Eduardo Magalhães/BA, a produtividade estimada é menor, representando 108 @ de pluma por hectare (considerando-se um produtor de nível de tecnologia "médio"). O custo operacional de produção da Safra 2010/11 foi de R$ 3.583,1 por hectare na região, e a rentabilidade estimada é de R$ 1.450,8/ha. 

Com a queda da rentabilidade do algodão, as perspectivas de aumento de área da cultura foram revisadas para baixo. Na Safra 2010/11, o aumento de área da cultura no Brasil foi de 67% em relação à anterior. Segundo dados da CONAB, a Safra 2010/11 deve representar 1,95 milhão de toneladas de pluma. Para a Safra 2011/12, espera-se um aumento de 10% da área cultivada. No Oeste da BA, a área de algodão compete com as áreas de soja e milho verão, que apresenta perspectiva de lucro operacional de R$ 598,3/hectare para o ciclo 2011/12 (considerando-se uma produtividade de 130 sacas por hectare).

No sudeste do MT, a soja apresenta perspectiva de rentabilidade de R$ 410,3/ha (considerando-se uma produtividade de 51,9 sacas por hectare). Nesse sentido, o cultivo do algodão apresenta ainda uma perspectiva de rentabilidade mais elevada por área cultivada do que grande parte dos grãos. No entanto, o risco financeiro de seu cultivo é mais elevado, pois o capital imobilizado para o seu cultivo chega a ser até 3 vezes mais elevado que o capital imobilizado para o cultivo da soja e 2 vezes mais que o milho verão de alta tecnologia. É necessário disponibilidade de crédito para plantio do algodão.

Em relação ao cenário de Crédito & Cobrança, o momento para o algodão é favorável. Com a queda dos preços a partir de maio/11, o risco moral de quebras de contratos por defasagem temporal de preços entre o momento da celebração do contrato em 2010 e o momento da entrega da pluma em 2011 foi mitigado, especialmente para as empresas que haviam realizado operação de troca para fornecimento de insumos aos produtores. Além disso, o mercado de algodão organiza-se de maneira a diminuir os riscos de contratos para os agentes da cadeia, já que o número de produtores é significativamente menor do que na cadeia de grãos. Assim, os mecanismos de controle são facilitados.


 Rating
 




De forma geral, o cenário aos produtores é favorável nas regiões analisadas. Apesar de a cana apresentar problemas de produtividade em algumas regiões de SP (com perdas entre 10 e 15% em função de adversidade climática), a rentabilidade ainda é positiva, em função do preço do ATR pago aos produtores. Para a laranja, apesar da queda dos preços no mercado interno (de uma média de R$17,00 em SP em março/11, para R$10,00 em agosto/11) em comparação ao início do ano, a rentabilidade também é positiva, pois grande parte da safra apresentava venda fixada entre R$10 e R$13,0/caixa no primeiro trimestre de 2011.

Para os grãos, a perspectiva de rentabilidade da Safra Verão 2011/12 é positiva, em função dos preços das commodities. Grande parte da safra vem sendo fixada a patamares remuneradores aos produtores, o que mitiga o risco em caso de reversão do mercado. A perspectiva de rentabilidade está menor que a obtida na Safra 2010/11, em função de reajustes dos preços dos insumos. Do ponto de vista da produtividade, no sudoeste de Goiás, a Safra Inverno foi uma das melhores da história.

Para as revendas e cooperativas, o rating é favorável para as empresas que apresentam índice de liquidez acima de 1,0 e baixo grau de endividamento. De forma geral a qualidade dos recebíveis é boa. Apenas as empresas que apresentam maior grau de alavancagem possuem o rating um pouco mais baixo. Essa não é uma condição regional, e sim de gestão de cada empresa. Para as revendas e cooperativas que possuem maior número de unidades de negócio, o risco também é menor, em função da maior desconcentração geográfica. As empresas que possuem melhores sistemas de controles e gestão (ERP) são favorecidas no cálculo de rating de crédito, pela melhor capacidade de gerenciamento do seu negócio.


 Desenvolvimento

A Agrometrika implementa constantemente melhorias em seu Sistema, para o aperfeiçoamento da qualidade da informação e da análise de crédito aos seus clientes. 

- Desenvolvimento de Inteligência Ativa para a cultura da laranja no Estado de São Paulo: os clientes da Agrometrika poderão verificar oscilações do rating de seus clientes citricultores, de acordo com a variação dos parâmetros que influenciam na rentabilidade da cultura através de uma tela de rating como a que segue abaixo:



São 10 as culturas que apresentam Inteligência Ativa no Sistema Agrometrika: Soja, Milho Verão, Milho Safrinha, Algodão Herbáceo, Aveia Branca, Café Arábica, Cana-de-Açúcar, Sorgo, Trigo e Laranja (estado de SP).

- Composição de Plano de Garantias: utilizada para cálculo da liberação de limite de crédito. Inclui as modalidades de garantia de CPR, Hipoteca, Fiança, Aval, Alienação Fiduciária, Clean etc.

- Criação de Relatório de Clientes/Garantias: o Relatório contém a lista das propostas cadastradas, e seus respectivos ratings, limites de crédito, garantias, data de validade, nome de representantes, supervisor e estágio da proposta.

- Novas implementações para o cálculo de rating de cooperativas e revendas: a partir de agora, serão levados em considerações cinco conceitos para cálculo de rating: 1) Relacionamento com o mercado; 2) Histórico Comercial; 3) Conceito do Balanço; 4) Qualidade Gerencial e 5) Qualificação de Recebíveis. 

- Análise de rating para produtores, cooperativas e revendas de insumos: a Agrometrika desenvolve um estudo para a sua propriedade e/ou sua empresa e sistematiza as informações cadastrais, econômicas e financeiras no formato exigido pelos principais financiadores do Agronegócio. Para maiores detalhes, clique aqui.


                                                                                                                                                                                                                                
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